A nutrição aliada a prevenção do Câncer de Mama

Outubro o mês mais rosa que existe! E não é à toa, o câncer de mama é um dos cânceres que mais acomete mulheres em todo mundo, e não existe melhor forma de se prevenir do que se informando sobre.

Assim como em várias doenças, a nutrição está relacionada tanto na prevenção como no prognóstico e no alivio de sintomas derivados do tratamento, e no câncer de mama não seria diferente.

Existem alimentos que chamamos de funcionais, ou seja, que possuem efeitos benéficos a nossa saúde além de suas propriedades químicas nutricionais básicas. E muitos desses alimentos funcionais possuem substâncias com propriedades anticancerígenas.

Um exemplo são as frutas vermelhas e azuladas como o morango, maçã, mirtilo, framboesas, repolho roxo e ameixa. Elas possuem uma substância chamada de antocianina que ajudam a retardar o crescimento das células pré-malignas e evitam a formação de novos vasos sanguíneos que alimentam o tumor.

A uva vermelha além de antocianina e o do famoso resveratrol, também possui epicatequinas e catequinas na qual possuem ação antioxidantes. Assim como o chá verde com suas catequinas e epigalocatequinas.

Falando em antioxidantes, os alimentos que possuem vitamina E, C e A, também possuem o mesmo efeito, já que essas vitaminas também têm ação antioxidante. Elas atuam defendendo as células contra os radicais livres, que quando em excesso podem ser responsáveis por danos no DNA, regulam a diferenciação celular e consequentemente inibindo o crescimento de células mamárias cancerígenas. Mas essas vitaminas necessitam do apoio de outros micronutrientes com o selênio, triptofano e o folato.

A quercetina presente na maçã e na cebola por exemplo, ajuda a melhorar o sistema imunológico, além de ter ação antitumoral e antiproliferativa por proteger as células e induzir a apoptose (morte celular)

A romã possui o ácido elágico nas suas sementes, essa substância inibe a enzima aromatase, responsável pela produção de estrogênio e necessário para o aparecimento de células cancerígenas. Já o brócolis possui o sulforano que tem capacidade de auxiliar na destruição das células cancerígenas sem afetar as células saudáveis.

A linhaça além das fibras no qual também tem o seu papel, é fonte de lignana um fitoestrógeno de ação relacionada à prevenção de câncer de mama, colo do útero e próstata.

As gorduras boas presentes nas oleaginosas, abacate, azeite de oliva, peixes fontes de ômega 3… Além de proporcionar uma boa membrana para nossas células eles também possuem ação anticancerígena, um exemplo são os fitoesteróis presentes nesses alimentos que auxiliam no bloqueio dos receptores de estrógeno nas células cancerígenas e evitando seu crescimento.

Quem também tem seu valor no combate e prevenção do câncer são as especiarias. Sim a pimenta preta, o curry, a cúrcuma, orégano, manjericão…. Eles também possuem ação anticancerígena e anti-inflamatória, ajudam a inibir a ligação de elementos carcinógenos ao DNA.

Então para se prevenir e ajudar no tratamento e no combate ao câncer de mamãe o segredo é ter uma alimentação saudável e variada, procurando sempre estar presentes esses alimentos de funções funcionais.

 

Laice Cunha ( CRN 14196) – Nutricionista

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Outubro Rosa – Câncer de Mama

O câncer de mama é um grupo de doenças que afetam o tecido mamário. Homens e mulheres podem ter câncer de mama, no entanto ele é muito mais prevalente em mulheres. O câncer de pele e o câncer de mama são os tipos de câncer mais comuns entre as mulheres no Brasil. Algumas mulheres têm maior risco de câncer de mama do que outras devido à sua história médica pessoal ou familiar ou devido a certas mudanças em seus genes.

Ter mamografias regulares pode diminuir o risco de morte por câncer de mama. A Força-Tarefa de Serviços Preventivos dos Estados Unidos recomenda que as mulheres entre 50 e 74 anos de idade com um nível médio de risco devem ser rastreadas a cada dois anos. Mulheres entre as idades de 40 e 49, com um nível de risco médio, devem conversar com o médico sobre quando e com que frequência as mamografias de triagem devem começar.

A maioria dos convênios médicos cobre os custos das mamografias. Mas, mesmo que não tenha convênio, você pode obter mamografias de triagem pelo SUS que as oferece de forma gratuita.

Alguns estudos mostraram que o risco de câncer de mama é devido a uma combinação de fatores. Os principais fatores que influenciam este risco é o fato de ser mulher e de envelhecer. A maioria dos cânceres de mama é detectada em mulheres de 50 anos ou mais.

Algumas mulheres têm câncer de mama mesmo que não tenham outros fatores de risco conhecidos. Ter um fator de risco não significa que a pessoa terá a doença algum dia, e nem todos os fatores de risco têm o mesmo efeito. A maioria das mulheres tem alguns fatores de risco, mas nem todas as mulheres terão câncer de mama. Se você tem fatores de risco de câncer de mama, fale com seu médico sobre as maneiras de diminuir seu risco e sobre a triagem para esta doença.

SINAIS E SINTOMAS

QUAIS SÃO OS FATORES DE RISCO PARA CÂNCER DE MAMA?

Os fatores de risco incluem:

Ficar mais velha. O risco de câncer de mama aumenta com a idade; A maioria dos cânceres de mama é diagnosticada após os 50 anos de idade.

Mutações genéticas. Alterações (mutações) herdadas em certos genes, como em BRCA1 e BRCA2. As mulheres que herdaram essas mudanças genéticas estão em maior risco de desenvolver câncer de mama e ovário.

Início precoce da menstruação. As mulheres que começam a menstruação antes dos 12 anos de idade são expostas a hormônios por mais tempo, o que aumenta um pouco o risco de câncer de mama.

Gravidez tardia ou sem gravidez. Estar grávida pela primeira vez depois dos 30 anos ou nunca ter uma gravidez que venha a termo pode aumentar o risco de câncer de mama.

Início da menopausa após 55 anos de idade. Como o início precoce da menstruação, estar exposto a estrogênio por mais tempo, mais tarde na vida, também aumenta o risco de câncer de mama.

Inatividade física. As mulheres que não são fisicamente ativas têm maior risco de câncer de mama.

Sobrepeso ou obesidade após a menopausa. As mulheres mais velhas que estão acima do peso ou obesas estão em maior risco de ter câncer de mama do que aqueles que são de peso normal.

Ter seios densos. Os seios densos têm mais tecido conjuntivo do que tecido adiposo, o que às vezes dificulta a detecção de tumores em uma mamografia. As mulheres com seios densos são mais propensas a ter câncer de mama.

Usar terapia hormonal combinada. Tomar hormônios por mais de cinco anos para substituir estrogênio e progesterona na menopausa aumenta o risco de câncer de mama. Os hormônios que mostraram aumentar o risco são o estrogênio e a progesterona quando tomados em conjunto.

Contraceptivos orais (pílulas anticoncepcionais). Verificou-se que certos tipos de pílulas anticoncepcionais aumentam o risco de câncer de mama.

História pessoal de câncer de mama. As mulheres que tiveram câncer de mama são mais propensas a ter esta doença pela segunda vez.

História pessoal de certas doenças da mama que não são cancerígenas. Algumas doenças mamárias que não são cancerosas, como hiperplasia atípica ou o carcinoma lobular in situ, estão associadas a um risco aumentado de câncer de mama.

História familiar de câncer de mama. O risco de uma mulher com câncer de mama é maior se sua mãe, sua irmã ou sua filha (parentes do primeiro grau) ou vários membros da família do lado materno tiveram câncer de mama. Ter um parente masculino de primeiro grau com câncer de mama também aumenta o risco para a mulher.

Tratamentos anteriores com radioterapia. As mulheres que receberam radioterapia na mama ou no tórax antes dos 30 anos (por exemplo, para o tratamento do linfoma de Hodgkin) estão em maior risco de desenvolver câncer de mama mais tarde na vida.

Mulheres que tomaram a droga dietilestilbestrol estão em maior risco. Essa droga foi prescrita a algumas mulheres grávidas entre 1950 e 1970 para evitar abortos espontâneos. As mulheres cujas mães a tomaram quando estavam grávidas também estão em risco.

Beber álcool. Alguns estudos mostram que o risco de câncer de mama de uma mulher aumenta quanto maior a quantidade de álcool que ela toma.

As pesquisas sugerem que outros fatores, como o tabagismo, a exposição a substâncias químicas que possam causar câncer, além do trabalho do turno da noite, também podem aumentar o risco de câncer de mama.

O QUE SE PODE FAZER PARA REDUZIR O RISCO DE CÂNCER DE MAMA?

Existem muitos fatores no curso da vida que podem influenciar o risco de câncer de mama. Alguns fatores não podem ser alterados, como envelhecer ou um histórico familiar, mas você pode diminuir o risco de ter câncer de mama cuidando de sua saúde da seguinte maneira:

  • Mantenha um peso saudável.
  • Faça exercícios regularmente (pelo menos quatro horas por semana).
  • Procure dormir bem. Pesquisas mostram que não dormir à noite ou não dormir adequadamente pode ser um fator de risco para o câncer de mama.
  • Não beba álcool ou, se o fizer, limite as bebidas alcoólicas a não mais de uma dose por dia.
  • Evite a exposição a produtos químicos que podem causar câncer (substâncias cancerígenas) e produtos químicos que interferem no funcionamento normal do corpo.
  • Limite a exposição à radiação em testes de imagem ao estritamente necessário, como raios-x, tomografia computadorizada e tomografia por emissão de pósitrons.
  • Se você está recebendo terapia de reposição hormonal ou anticoncepcional oral (pílulas anticoncepcionais), fale com seu médico sobre os riscos e descubra se isso é o melhor para você.
  • Se possível, amamente seus filhos.
  • Se você tem uma história familiar de câncer de mama ou alterações hereditárias em seus genes BRCA1 e BRCA2, você pode estar em alto risco de câncer de mama. Fale com o seu médico sobre outras formas de reduzir o risco.

Manter uma boa saúde ao longo da vida diminuirá o risco de câncer e melhorará suas chances de sobrevivência se você vier a ter.

Dr. Luis G. M. Xavier

Dra. Daniela Amaral Tomé

Diretores Médicos do Laboratório Clementino Fraga

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Diabetes – Complicações na visão

NESTE TÓPICO VAMOS ABORDAR AS COMPLICAÇÕES NA VISÃO CAUSADAS PELO DIABETES

Se você é diabético e tem problemas para ler, se não pode ver claramente, se vê halos ao redor de luzes, vê pontos escuro ou flashes de luz, você pode estar sofrendo das complicações em sua vista impostas pelo diabetes.

Tal condição, chamada de doença diabética da visão ou retinopatia diabética, representa um problema grave que pode causar até perda da visão e que, inicialmente, se apresenta sem que você se dê conta disso.

Se, no entanto, você descobrir ser portador dessa patologia e se submete ao tratamento desde o início, é possível salvar sua visão.

Como prevenir as complicações oculares:

A triagem da visão é importante, mesmo que você tenha uma boa visão. Você deve informar os profissionais da saúde sobre quaisquer problemas de visão que você possa ter e deve solicitar o nome de um especialista em visão (oftalmologista) que recebe pacientes com diabetes.

É importante pedir um exame de visão completo em breve, se ainda não o fez, se você tiver uma das seguintes condições:

  1. Tem diabetes tipo 1 há cinco anos ou mais.
  2. Tem diabetes tipo 2.
  3. Se é adolescente e tem diabetes.
  4. Se está grávida e tem diabetes.
  5. Se planeja engravidar e tem diabetes.

Tratamento das complicações de visão:

Antes de examinar seus olhos, o médico colocará gotas em seus olhos para dilatar as pupilas e fará um exame de vista completo. Depois da primeira visita é importante que você se submeta a exame em seus olhos pelo menos uma vez por ano. É necessário lembrar aos profissionais de saúde que dilate suas pupilas a cada consulta.

Cirurgias a laser podem funcionar bem com doenças oculares avançadas. Há uma operação, que é chamada de Vitrectomia, que pode restaurar a visão de pessoas cegas por um acidente vascular cerebral na parte de trás do olho.

Mesmo se você perdeu sua visão em um ou em ambos os olhos por causa do diabetes, você ainda deve cuidar deles através de um exame anual.

Dr. Luis G. M. Xavier

Diretor Médico do Laboratório Clementino Fraga

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É bom pensar em saúde! – Falando de Colesterol

Colesterol, o tão temido por muitos! E quando vem no resultado do exame aquele horror de frações de colesterol, é Colesterol Total, é HDL, LDL, VLDL, Triglicerídeos. Normalmente a gente sabe que tem um que é bom e outro nem tanto no qual precisa ficar de olho.

Quando se fala em colesterol já se pensa em algo ruim, que quanto mais baixos os níveis estiverem apresentando nos exames bioquímicos melhor, salvo o tal do colesterol bom. Mas o colesterol é uma coisa boa, faz parte da síntese de hormônios como, por exemplo, a testosterona e cortisol, existem vitaminas como as vitaminas A, D, E e K que sem o colesterol não conseguimos absorver, faz parte da formação da membrana das nossas células…. Enfim ele não é de todo mal.

É preciso ter em mente que o colesterol vem de duas formas, a primeira de forma endógena (75%), ou seja, é produzido pelo o nosso próprio corpo, e a forma exógena (25%), adquirido através da alimentação

O LDL (lipoproteína de baixa densidade) e o VLDL (lipoproteína de muita baixa densidade) que aparece lá nos nossos exames e que levam o colesterol para a corrente sanguínea e, por conseguinte para as células, são eles que em níveis elevados são marcadores de riscos para doenças cardiovasculares, a sua densidade vai variar de acordo com o tanto de colesterol e triglicerídeos que estão carreando, por isso estes são conhecidos como o colesterol ruim. Já o HDL ele é conhecido como colesterol bom pois ele faz o processo inverso, ele tira da circulação sanguínea e leva para o fígado para ser excretado.

Em 2015, um novo Dietary Guidelines for Americans (Orientações Dietéticas para Americanos), inocentou o colesterol em relação de que ele somente não é causa para risco de doenças cardiovasculares. Mas vale salientar que não é porque o colesterol deixou de ser vilão e tornou-se mocinho que agora está liberado o consumo livre de colesterol, uma coisa é certa, o consumo de colesterol derivado de gorduras saturadas e trans continua restringido e o ideal é o consumo de gorduras insaturadas.

Novos estudos vêm mostrando que não devemos focar só em um ponto de risco, exemplo o lipidograma e sim que devemos ter um olhar mais aberto em relação à etiologia, não só da doença cardiovascular como das demais patologias.

A alimentação realizada de forma personalizada e individualizada, rica em verduras, frutas, leguminosas, grãos integrais e gordura do bem (insaturada) e o exercício físico continuam sendo grandes aliados na ajuda da redução dos níveis de colesterol, salvo em casos de dislipidemia de origem genética ou elevados níveis de colesterol, nesses casos deve se entrar com tratamento medicamentoso juntamente.

Por isso sempre consulte o seu médico de confiança, faça seus check-up, exames clínicos e procure sempre um nutricionista para melhor lhe orientar em relação a sua alimentação.

 

Referências:

Anand Rohatgi, M.D., Amit Khera, M.D., Jarett D. Berry, M.D. et. al. HDL CHOLESTEROL EFFLUX CAPACITY AND INCIDENT CARDIOVASCULAR EVENTS. N Engl J Med 2014; 371:2383-2393. December 18, 2014

Kreutz, J.C; Albuquerque, B.R; Sponchiado, A.M. et. al. DIAGNÓSTICO SOBRE A INCIDÊNCIA DE COLESTEROL ELEVADO EM MORADORES DO MUNICÍPIO DE SERRANÓPOLIS DO IGUAÇU – PR. Revista Saúde e Pesquisa, v. 7, n. 1, p. 15-24, jan./abr. 2014

Wood, T.R; Hansen, R; Sigurðsson, A.F; Jóhannsson, G.F. THE CARDIOVASCULAR RISK REDUCTION BENEFITS OF A LOW-CARBOHYDRATE DIET OUTWEIGH THE POTENTIAL INCREASE IN LDL-CHOLESTEROL. British Journal of Nutrition (2016), 115, 1126–1128

GUIA ALIMENTAR AMERICANO AQUECE O DEBATE SOBRE COLESTEROL. ASBRAN – Associação Brasileira de Nutrição. Acessado em: http://www.asbran.org.br/noticias.php?dsid=1286

 

Laice Cunha ( CRN 14196) – Nutricionista

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Suicídio – Uma epidemia silenciosa

Todos os dias quase 3.000 pessoas interrompem suas vidas, e pelo menos 20 pessoas tentam cometer suicídio para cada uma que consegue.

O problema

Quase um milhão de pessoas cometem suicídio a cada ano, resultando em uma taxa de mortalidade “global” de 16 por 100.000, ou uma morte a cada 40 segundos.

Nos últimos 45 anos, as taxas de suicídio aumentaram 60% em todo o mundo. O suicídio é uma das três primeiras causas de morte entre pessoas de 15 a 44 anos em alguns países e a segunda causa na faixa etária de 10 a 24 anos; e esses números não incluem tentativas de suicídio, que são até 20 vezes mais frequentes do que os casos de suicídio consumado.

Estima-se que o suicídio mundial tenha representado 1,8% do total de mortes em 1998 e que em 2020 representará 2,4% em países com economias de mercado e ex-países socialistas.

Embora as taxas de suicídio tradicionalmente mais altas tenham sido registradas entre homens mais velhos, as taxas entre os jovens têm aumentado ao ponto de ser agora o grupo de maior risco na maior parte dos países do mundo, inclusive no Brasil.

Os distúrbios mentais (especialmente a depressão e os transtornos do consumo de álcool) são um importante fator de risco para o suicídio. É um problema complexo, envolvendo fatores psicológicos, sociais, biológicos, culturais e ambientais.

Desafios e obstáculos

A prevenção do suicídio é um assunto que não é adequadamente abordado, devido, principalmente, à falta de conscientização sobre a importância desse problema e o tabu em torno dele, o que impede uma discussão mais aberta. Nosso país não posicionou a prevenção do suicídio entre suas estratégias ou prioridades em políticas de saúde.

É claro que a prevenção do suicídio também requer a intervenção de setores diferentes da saúde além de uma abordagem inovadora, abrangente e multifatorial, envolvendo setores, como educação, o mundo do trabalho, a polícia, a justiça, e a religião, dentre outros.

Sinais de Alerta

Quando alguém mostrar qualquer destes graves sinais de alerta, temos imediatamente que buscar a ajuda de um profissional de saúde mental ou de um serviço de emergência, como a polícia:

  • Ameaçar ferir-se ou matar-se
  • Procurar meios ou maneiras de matar-se
  • Conversar ou escrever a respeito de morte, morrer ou suicídio.

Outros sinais podem representar uma situação menos urgente, porém não devemos hesitar em obter ajuda para a pessoa que exibir qualquer um deles:

  • Expressar desesperança e falta de propósito para viver
  • Demonstrar raiva ou ira ou buscar vingança
  • Comportar-se de modo temerário
  • Sentir-se preso numa armadilha
  • Aumentar o uso de bebidas alcoólicas ou drogas
  • Isolar-se de amigos, dos familiares ou do convívio social
  • Ter sentimentos de ansiedade ou agitação ou mudanças bruscas de humor
  • Ter dificuldade para dormir ou dormir o tempo todo
  • Ter o sentimento de ser um fardo para os outros

Nem todos os que tentam cometer suicídio dão indícios de suas intenções, mas a maioria exibe sinais de alerta como esses. Por isso, leve esses sinais muito a sério.

Intervenções efetivas

 
O acompanhamento daqueles que tentaram por fim a sua vida, a elaboração de estratégias para restringir o acesso a métodos comuns de suicídio (armas de fogo e substâncias tóxicas, como medicamentos e pesticidas), demonstraram ser efetivos na redução das taxas de suicídio no âmbito da comunidade.

Os dados disponíveis demonstram que a prevenção e tratamento adequados do abuso de álcool, de outras substâncias e da depressão reduzem, em grande medida, as taxas de suicídio.

Dr. Luis G. M. Xavier

Diretor Médico do Laboratório Clementino Fraga

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Três recomendações para o sucesso no tratamento da Hipertensão

A hipertensão é definida como o aumento da força exercida sobre as artérias do coração, esta força move o sangue e corresponde ao nível de pressão das artérias medidas em milímetros de mercúrio. Existem duas medidas de pressão arterial: A pressão sistólica (pressão no momento da contração do coração) e pressão arterial diastólica (no momento do relaxamento do coração).

Quais são os seus principais sintomas?

Uma grande proporção de pacientes não apresenta sintomas, podendo ser encontrada na maioria das pessoas, quando eles assistem a uma consulta médica ou quando medida em qualquer situação. A falta de sintomas, leva ao não-tratamento em uma grande número de pessoas que levam muitos anos desconhecendo serem portadores dessa condição, com sérias consequências a sua saúde. Os efeitos mais graves são a doença cardíaca hipertensiva e doença renal crônica.

Um em cada três adultos tem pressão arterial elevada em todo o mundo e estima-se que até 80% da população com mais de 60 anos de idade têm pressão arterial elevada.

Alguns sintomas podem ser significativos na presença de hipertensão, tais como:

  • Dor de cabeça severa
  • Náuseas ou vômitos
  • Confusão mental
  • Alterações na visão
  • Hemorragias nasais

Como tratar a hipertensão?

Primeiro você precisa entender que uma vez que a pessoa é diagnosticada com hipertensão necessita de tratamento para o resto da sua vida e é por isso que esta doença é chamada de “crônica”. O tratamento desta doença é baseado em três pilares, cada um igualmente importante: exercício, dieta e uso regular dos medicamentos prescritos. Faça atividade física constante

Inclua em seu estilo de vida uma boa rotina de atividade física. Recomenda-se que seja do tipo aeróbica pelo menos 150 minutos por semana ou, ainda melhor, um hábito de dedicar 30 a 40 minutos por dia à alguma outra atividade física que você gosta. Isso permite que você reduza um dos fatores de risco, “sobrepeso/obesidade”, que pode dificultar o controle dos níveis de pressão arterial.

Se você for jovem e conseguir, pode interessar-se em praticar algum esporte, o que, em algumas pessoas, é suficiente para combater a hipertensão arterial sem medicação.

  1. Faça a dieta recomendada

Seguir um dieta padrão não é fácil, já que o consumo de alimentos depende de hábitos que se consolidaram ao longo da vida e da localização geográfica onde se vive, mas o modo de preparação dos alimentos é fundamental para se conseguir resultados positivos a respeito disso.

Reduza a quantidade de sal (cloreto de sódio) e de gordura saturada, modere a ingesta de proteínas e inclua alimentos integrais, cereais, frutos e vegetais. Evite produtos feitos com farinhas refinadas e alto teor de açúcar. Seguir estas orientações em sua dieta pode ajudar a reduzir a pressão arterial elevada. Finalmente, não se esqueça de seguir a dieta recomendada pelo seu médico.

  1. Utilize os medicamentos prescritos para o controle da doença

Existem diferentes tipos de medicamentos que podem ajudar a regular os números da pressão arterial que atuam principalmente nos vasos do rim, no coração, no cérebro e nas arteriais.

As classes de medicamentos comumente utilizadas são as seguintes:

  1. Os diuréticos – ajudam os rins a remover algum sal (sódio) do corpo. Isto reduz a quantidade de líquidos no interior das artérias, o que reduz a pressão.
  2. Os beta-bloqueadores – fazem o coração bater mais devagar.
  3. Os inibidores da ECA (inibidores da conversão da angiotensina) – os quais relaxam os vasos sanguíneos e a baixam a pressão sanguínea.
  4. Os bloqueadores de receptores da angiotensina II (também chamados BRA) – operam em muito da mesma maneira como inibidor da ECA.
  5. Bloqueadores dos canais de cálcio – relaxam os vasos sanguíneos através da redução da entrada de cálcio nas células que revestem suas paredes.
  6. Outros medicamentos para a pressão arterial que não são utilizados tão frequentemente correspondem aos ‘bloqueadores alfa’ que ajudam a relaxar os vasos sanguíneos e são indicados quando não existe um controle adequado, apesar do uso de duas ou três drogas acima.

É importante notar que todas as drogas têm efeitos colaterais e nem todas as pessoas respondem da mesma maneira a estas. Por isso nem pense em auto-medicação, busque sempre orientação médica.

Dr. Luis G. M. Xavier

Diretor Médico do Laboratório Clementino Fraga

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